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IRD abriga estação capaz de identificar sinais de explosões nucleares

O IRD sedia uma estação de monitoramento global cujo objetivo é identificar sinais de partículas radioativas e gases nobres liberados na atmosfera, provenientes de explosões nucleares. O sistema integra uma rede da ONU. Dados de todas as estações distribuídas pelo mundo são transmitidos para o centro de dados internacional da Comissão Preparatória para a Organização do Tratado para a Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO, na sigla em inglês).

 

Existem cerca de 80 estações de radionuclídeos pelo mundo, apoiadas por 16 laboratórios internacionais, sendo um desses situado no IRD. Para aumentar a eficiência da monitoração dos radionuclídeos, a estação do instituto está equipada com tecnologia de monitoramento de gases nobres radioativos gerados por explosões nucleares, disponível em metade das estações. O sistema de monitoramento está dividido em quatro regiões: Américas, Europa e Eurásia, Ásia e Oceania, e Mediterrâneo e África, sendo cada região apoiada por quatro laboratórios de radionuclídeos.

 

Outros tipos de estações, como infrassom, hidroacústica e de abalos sísmicos também integram o sistema, disponibilizando aos países participantes da rede valiosos dados coletados nas estações. De acordo com as autoridades internacionais envolvidas no tratado, ele ajuda a salvar vidas, pelo tipo de informações disponibilizadas. Basta verificar, por exemplo, as tomadas de decisão baseadas em informações qualificadas fornecidas pelas estações de abalos sísmicos.

 

A estação de monitoramento de radionuclídeos do IRD está equipada com amostrador de ar, instrumento de detecção e computadores. Amostras de ar são coletadas através de um filtro que retém mais de 85% das partículas. Os filtros são substituídos diariamente. “Uma medição criteriosa é realizada em um dispositivo de detecção. O resultado é obtido por meio de um espectro de raios gama, enviado para o Centro Internacional de Dados”, explica Rócio Reis, membro da equipe que opera a estação.

 

Segundo dados oficiais da CTBTO, o tratado foi assinado por 183 países, dos quais 164 já o ratificaram. Segundo o documento, os países “se comprometem a não realizar nenhuma explosão experimental de armas nucleares ou qualquer outra explosão nuclear e a proibir e impedir qualquer explosão nuclear em qualquer lugar sob sua jurisdição ou controle”. O texto final foi adotado pela Assembleia Geral da ONU em 10 de setembro de 1996.

 

No site do organismo internacional (https://www.ctbto.org/specials/1945-1998-by-isao-hashimoto/) está disponível uma animação do artista Isao Hashimoto sobre as explosões nucleares realizadas entre 1945 e 1998. Fotos, vídeos e outras publicações, algumas delas interativas, também podem ser acessadas.

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