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Curso avançado sobre respostas médicas em emergências radiológicas e nucleares

O IRD sedia de 12 a 16 de junho o curso avançado de resposta médica a emergências radiológicas e nucleares da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Realizado no âmbito do projeto regional do organismo internacional sobre o tema, o treinamento reúne participantes de 12 países da América Latina e Caribe. Integram esse projeto 19 países da região. 

De acordo com Raul dos Santos, chefe da Divisão de Emergências Radiológicas e Nucleares do IRD, todos os participantes estão sendo capacitados no atendimento a pacientes afetados pela radiação ionizante e são oriundos de centros nacionais importantes nessa rápida resposta a uma emergência médica envolvendo radiação. Pelo Brasil, participam da capacitação profissionais do Hospital Naval Marcílio Dias, centro de referência do país no tratamento a radioacidentados, do Centro de Medicina das Radiações Ionizantes e da Prefeitura de Angra dos Reis.


O treinamento reúne participantes do Brasil e de outros 12 países da América Latina  (Foto: Ascom/IRD)

Os instrutores são Eduardo Herrera Reyes, do Centro de Incidentes e Emergências da AIEA; Steve Sugarman, do Centro de Assistência a Emergências com Radiação do Departamento de Energia dos EUA; Radia Tamarat e Marc Benderritter, do IRSN, instituto francês de radioproteção; Jean-Jacques Lataillade, pesquisador na área de biologia do Ministério da Defesa da França. Pelo Brasil, o médico Nelson Valverde, que trabalhou no atendimento a radioacidentados com o césio-137 em Goiânia, e o físico Raul dos Santos, do IRD.

Segundo Nelson Valverde, consultor internacional e um dos maiores especialistas médicos sobre atendimento a radioacidentados no país, o maior primeiro desafio continua sendo que os profissionais médicos e profissionais de saúde de modo geral identifiquem o acidente. Em seguida, que haja “um sistema adequado para receber o paciente, em que o pessoal de saúde saiba por exemplo distinguir uma irradiação de uma contaminação”. “Sobre os recursos para tratar um acidente com radiação por mais grave que ele seja, nós temos todos”, acrescenta.  Ele apresentou palestras sobre contaminação interna, casos clínicos envolvendo exposição à radiação no país e trará uma atualização sobre o acidente de Goiânia e o acompanhamento dos pacientes.

Os integrantes assistirão a uma demonstração simulada de uma descontaminação massiva no Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército.  Em pauta também estarão as colaborações internacionais e esforços para capacitação contínua dos países. Já nas primeiras apresentações do treinamento fica evidente a importância da integração entre profissionais, além da pronta resposta de forma eficiente e multiprofissional. 

 

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