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Novos equipamentos para estação do IRD que monitora sinais de testes nucleares

O IRD recebeu nesta quinta, 30 de março, equipamentos para modernizar o sistema de transmissão de dados da estação de monitoramento global que identifica partículas radioativas e gases nobres liberados na atmosfera provenientes de explosões nucleares. A estação, situada no campus do instituto, na Barra da Tijuca, RJ, integra uma rede de dados da ONU mantida pela Comissão Preparatória para a Organização do Tratado para a Proibição Completa de Testes Nucleares, assinado em 1996.

Dados de cerca de 80 estações distribuídas pelo mundo são enviados para o centro internacional de dados, localizado em Viena. As várias estações têm diferentes tecnologias associadas, de acordo com o seu período de construção. Logo após a assinatura do tratado começaram a operar as primeiras estações e ainda hoje elas estão sendo construídas e agregadas à rede, como a do Recife (PE).

 
Os equipamentos foram recebidos e serão instalados na estação de monitoramento

Com o passar do tempo, as tecnologias foram se diversificando. Por exemplo, a transmissão de dados de algumas estações é mais rápida do que outras, em função da velocidade de processamento de dados via satélite. Há detalhes muitos específicos, como a posição das antenas e toda a tecnologia agregada, o hardware que liga o equipamento de detecção à antena, além do software”, explica Rócio Reis, tecnologista da Divisão de Radioproteção do IRD e responsável pela estação. A política do CTBTO é de homogeneizar e ter a melhor tecnologia disponível para a transmissão dos dados e operação das estações.

A estação do IRD, que trabalha pelo uso seguro da radiação no país, foi certificada em 2003. Os equipamentos que permitem monitorar radionuclídeos (materiais radioativos) foram fabricados nos Estados Unidos e o equipamento que realiza a medição de gases nobres veio da Suécia. Os dados obtidos são utilizados também no Programa de Monitoração Radiológica Ambiental do IRD. O laboratório foi montado com recursos do CTBTO, a um custo total superior a USD 1,2 milhões.

A modernização desses equipamentos foi iniciada em 2018. Além do material para o IRD foram recebidos novos equipamentos para a estação sísmica e de infrassom de Brasília (na Universidade de Brasília) e da UFRN (sísmica). Técnicos devem fazer a atualização dos sistemas até meados deste ano.
“ O que vai mudar essencialmente é que hoje a informação que ainda era encaminhada via internet passará a ser enviada por satélite. O CTBTO está contratando uma nova rede de satélite, além de modernizar o hardware e o software da transmissão. Só usaremos a internet em casos muito específicos. Preferencialmente usaremos a rede VSAT”, explica.

O equipamento, a instalação e a rede de satélite são custeados pelo CTBTO, que assim vai ter facilitado o recebimento desses dados provenientes do mundo todo. O sistema de monitoramento está dividido em quatro regiões: Américas; Europa e Eurásia; Ásia e Oceania; e Mediterrâneo e África. Cada região é apoiada por quatro laboratórios de radionuclídeos, que realizam análises de alta complexidade e de grande importância.

Reportagem: Lilian Bueno/ Ascom IRD

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