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IRD recebe comitiva de Angola e Moçambique para estreitar cooperação com apoio AIEA

  • Publicado: Quinta, 05 de Dezembro de 2019, 16h41
  • Última atualização em Sexta, 06 de Dezembro de 2019, 01h28

 
À esquerda, o contador de corpo inteiro: tecnologia para detectar radionuclídeos incorporados. À direita, a visita ao laboratório de dosimetria fotográfica: leitura e acompanhamento de doses de radiação recebidas por trabalhadores ocupacionalmente expostos.


Uma comitiva composta por delegações de Angola e Moçambique visitou o IRD nesta terça, 3 de dezembro. O objetivo é estreitar a cooperação com ambos os países, em que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) participa como instituição financiadora e o Brasil como provedor de assistência e cooperação. A comitiva já visitou o Inca e visitará nos próximos dias o Ipen, em São Paulo. Os visitantes estiveram acompanhados por Viviane Simões, da Coordenação-Geral de Assuntos Internacionais da CNEN, e foram recebidos pela diretora do IRD Maria Angélica Vergara Wasserman, chefes das áreas técnicas do IRD e assessores.

Um plano de ação a partir de setembro deste ano formalizou a cooperação que o Brasil vinha prestando a ambos os países, adotando-se um modelo estruturado, aprimorando as ações que vinham ocorrendo até então. O documento foi assinado por iniciativa da Coordenação-Geral de Assuntos Internacionais da CNEN, pelo embaixador do Brasil junto à AIEA, formalizando o apoio do Brasil aos projetos que os dois países têm com a agência internacional no biênio 2020/2021. Os projetos são voltados à proteção radiológica, radioterapia e agricultura.

Na Divisão de Metrologia a comitiva conheceu os trabalhos voltados à rastreabilidade das grandezas em radiações ionizantes e confiabilidade das medições.

No IRD, eles visitaram laboratórios de bioanálises in vitro e in vivo (contador de corpo inteiro) e de dosimetria fotográfica da Divisão de Dosimetria. Também conheceram o Laboratório Nacional de Metrologia das Radiações Ionizantes (LNMRI), com atividades em radionuclídeos, nêutrons e raios X. Na Divisão de Física Médica, conheceram os laboratórios de radiologia digital e as atividades desenvolvidas pela áreas de medicina nuclear, radioterapia e radioadiagnóstico. Na Divisão de Atendimento a Emergências Radiológicas e Nucleares conheceram as atividades de segurança radiológica e nuclear.

Vale destacar que alunos de Angola e Moçambique já participam desde 2011 do curso criado no IRD em parceria com a Agência Internacional de Energia Atômica para formar especialistas em Proteção Radiológica e Segurança de Fontes Radioativas. O organismo internacional financia bolsas para candidatos selecionados de países de língua portuguesa, que submetem suas candidaturas para o curso no Brasil.

Integraram a comitiva por Angola: Pedro Lemos,  da Autoridade Reguladora de Energia Atômica, o diretor-geral do Instituto Angolano de Controle de Câncer, Miguel Fernando, e Felix Viera Jr., do Ministério de Energia e Água, que responde como Oficial de Ligação entre o país e a AIEA. Por Moçambique, estiveram presentes Narciso Francisco Sitoe, Chefe da Radioterapia do Hospital Central de Maputo e Antonio José Leão, do Ministério de Recursos Minerais e Energia, Oficial de Ligação entre Moçambique e a AIEA.

Texto: Lilian Bueno - Fotos: Heloisa Barra/ Ascom IRD

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