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Seminário da Agência Internacional de Energia Atômica conta com participação de especialista IRD

  • Publicado: Domingo, 04 de Outubro de 2020, 22h19
  • Última atualização em Segunda, 05 de Outubro de 2020, 19h44


A Divisão de Segurança Nuclear da Agência Internacional de Energia Atômica promoveu  webinar  sobre  gestão de cenas de crime envolvendo material nuclear ou radiológico, no dia 23 de setembro, com palestra do tecnologista do IRD Elder Magalhães. O especialista da Divisão de Radioproteção do IRD falou sobre detecção de fontes de radiação, utilização de equipamentos e procedimentos coordenados para maior eficiência e eficácia na resposta ao evento.
 
O organismo internacional baseou o seminário web na publicação “IAEA Nuclear Security Series 22-G: Implementing Guide on Radiological Crime Scene Management", editada em 2014, e disponível para livre acesso no site da Agência em três idiomas. Os especialistas Eva Szeles, PhD,  pesquisadora do Laboratório da área forense nuclear do Centro de Pesquisa Energética de Budapeste, na Hungria, e Ed Van Zalen, PhD, do Instituto Forense da Holanda, foram os outros profissionais convidados.
 
 
Os especialistas abordaram as principais atividades e responsabilidades em análises de materiais utilizando diferentes técnicas e equipamentos (análises radioquímicas, espectrometria de massa), medições precisas, desafios em análises multielementares, importância dos equipamentos em campo. Destacaram ainda a importância fundamental da coordenação necessária entre as várias agências, organismos e instituições envolvidas nessa pronta resposta a um eventual cenário de crime em que material radioativo esteja presente. 
 
Magalhães chamou atenção quanto à presença de todos os profissionais envolvidos, necessidade de preservar a evidência, controlar acesso ao local, documentar cada ação e destacou que, pela presença do material emissor de radiação, torna-se fundamental o planejamento apropriado para a resposta. Tratando-se de componente emissor de radiação, há que se falar em tempo de resposta, distância apropriada da fonte e blindagem para acondicionar o material. O objetivo é manter a segurança do público e de todos os envolvidos na operação.
 
O cenário pode também envolver detectores especiais e até mesmo robôs para resgate do material. É preciso prestar atenção para que não haja dispersão de material, o que pode gerar mais contaminação, sendo essencial uso de roupas especiais, filtros e toda a proteção recomendada para aquela situação. “Use os meios indicados, para o trabalho correto, da forma certa”, afirmou, acrescentando que a descontaminação é um processo bem importante e que a coordenação de toda a operação é o que determina o sucesso. 
 
Sobre as análises laboratoriais e preservação de amostras, as possibilidades são muitas. Na área forense muitas pesquisas e um trabalho de fortalecimento quanto à capacitação dos Estados-membros é uma constante por parte da AIEA.
 
 
Por Lilian Bueno, Ascom IRD
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